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Nota de solidariedade do MCP ao companheiro José Maria e ao povo palestino

  • Apr 30
  • 2 min read

O Movimento Camponês Popular (MCP) manifesta sua solidariedade ao companheiro José Maria, presidente do PSTU, diante da injusta condenação judicial sofrida em razão de sua defesa do povo palestino e de sua denúncia ao genocídio em curso promovido pelo Estado sionista de Israel.


A condenação de José Maria não atinge apenas um militante político. Trata-se de um grave precedente de criminalização da liberdade de expressão, da solidariedade internacionalista e do direito democrático de denunciar crimes contra a humanidade. Busca-se transformar em delito aquilo que é, na verdade, uma posição ética diante do massacre imposto ao povo palestino.


É necessário afirmar com clareza: crítica ao sionismo não se confunde com antissemitismo. O antissemitismo é uma forma histórica de racismo contra o povo judeu e deve ser combatido sem hesitação. Já o antissionismo representa a oposição legítima a uma ideologia colonial e expansionista que sustenta a ocupação da Palestina, o apartheid e a negação dos direitos nacionais do povo palestino.


Nesse sentido, o Projeto de Lei nº 1.424/2026, de autoria da deputada Tabata Amaral, aprofunda essa ofensiva impulsionada pelo lobby sionista no Brasil. Ao buscar confundir crítica política ao Estado de Israel com discriminação racial ou religiosa, abre-se caminho para a censura, para perseguições judiciais e para a intimidação de movimentos populares e vozes solidárias à Palestina.


A perseguição a José Maria ocorre em um momento em que cresce a indignação mundial diante do genocídio em Gaza, da destruição sistemática da vida civil palestina e da continuidade histórica da Nakba. Ao mesmo tempo, Israel amplia sua ofensiva militar para além da Palestina, intensificando ataques e bombardeios contra países como Líbano, Síria e Iêmen, aprofundando a instabilidade regional e expandindo sua política de guerra no Oriente Médio. Esse cenário se articula à atual ofensiva imperialista liderada pelos Estados Unidos, que combina agressões militares, bloqueios econômicos, sanções unilaterais e tentativas de desestabilização contra povos e governos soberanos.


Na América Latina, Cuba vem sofrendo com sucessivos apagões nacionais, crise energética e escassez de combustíveis, consequências agravadas pelo bloqueio econômico imposto há mais de seis décadas e pelas dificuldades de acesso a petróleo e crédito internacional. Já a Venezuela segue como alvo central da ingerência estadunidense, marcada pelo sequestro do presidente Nicolás Maduro em janeiro de 2026, em mais um ataque à autodeterminação dos povos e ao processo bolivariano. 


Do campo brasileiro, onde conhecemos a violência estrutural e a resistência popular, reafirmamos nossa convicção internacionalista: a luta do povo palestino é parte da luta universal dos povos oprimidos por terra, soberania, dignidade e liberdade.


Toda solidariedade a José Maria. 

Pela reversão da condenação arbitrária.

 Contra a criminalização da solidariedade à Palestina.

 Pelo arquivamento do PL 1.424/2026. 

Pelo fim do genocídio em Gaza e da ocupação da Palestina. 

Por uma Palestina livre, democrática e soberana, do rio ao mar.


Movimento Camponês Popular – MCP Brasil



 
 
 

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