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ICARRD+20: Cartagena sedia Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural

  • 13 hours ago
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Após 20 anos da primeira conferência realizada no Brasil, em 2006, a segunda versão da II Conferência Internacional de Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (ICARRD+20) está acontecendo de 24 a 28 de fevereiro em Cartagena, Colômbia. O ICARRD+20 é promovido pelo governo colombiano com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e conta com a participação de delegados de vários países dos continentes da África, Ásia e América Latina.


O ICARRD+20 faz parte da agenda dos países do Sul Global para discutir questões chave como desenvolvimento rural sustentável, reforma agrária, transformação dos sistemas agroalimentares e adaptação às mudanças climáticas. Com isso, busca-se dar seguimento aos acordos da primeira edição realizada em 2006, no Brasil, além de atualizar ações contra os problemas que persistem com a concentração da terra.


A reforma agrária, o desenvolvimento rural e a paz são ingredientes indispensáveis para a transformação das condições estruturais do campo e para o enfrentamento de desafios como o impacto das mudanças climáticas na segurança agroalimentar, a discriminação contra mulheres no acesso à terra e a falta de oportunidades no interior para os jovens.



A anfitriã do ICARRD+20, a Colômbia, tem muitas experiências e iniciativas a partilhar com o mundo, podendo ser um reflexo exitoso para outros países. A Ministra da Agricultura, Martha Carvajalino Villegas, explicou que a Colômbia construiu uma liderança importante na questão da Reforma Agrária, "uma reforma que trabalha na busca pela paz, que tem adquirido terras voluntariamente e que está construindo sistemas agroalimentares sustentáveis diante da crise climática".


O Brasil, com a segunda maior delegação, também apresentou as várias experiências em desenvolvimento no país, principalmente no tema do combate à fome. Para isso, a reforma agrária, para além do acesso à terra, é a garantia do território vivo e o combate à principal arma de guerra contra a vida: a fome produzida pela desigualdade.


A violência climática e social ataca por lugar e atinge as pessoas mais fracas economicamente, especialmente os pobres. O Movimento Camponês Popular (MCP), membro da delegação brasileira, juntou sua voz aos demais movimentos populares no grito pela terra livre, pela alimentação sadia e pela paz.



Texto: Lidenilson Silva - Direção Nacional MCP

 
 
 
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