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Dia da Amazônia: território de luta, diversidade e resistência.

  • Writer: MCP Brasil
    MCP Brasil
  • Sep 5, 2025
  • 2 min read

A Amazônia é um espaço múltiplo, onde convivem povos, comunidades, movimentos populares e inúmeros modos de existir no território — que abrange Brasil, Venezuela, Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.


Ao longo da história, a região tem sido palco de intensas disputas de poder, marcada pelas tentativas de dominação desde o Brasil Colonial e pela resistência permanente dos povos que nela habitam. Vista ora como “inferno verde”, ora como “pulmão do mundo”, a Amazônia foi alvo de narrativas externas que buscaram justificar sua ocupação. Expressões como “vazio demográfico” e “integrar para não entregar” embasaram projetos de intervenção que negaram a presença e o protagonismo dos povos amazônicos, povos que estão nos campos, nas florestas, nas águas e nas periferias das cidades.


Entretanto, a Amazônia é, acima de tudo, diversa e resiliente. Guardiã de saberes ancestrais e modos de vida singulares, abriga riquezas que sustentam não apenas a região, mas todo o planeta. Entre elas estão as sementes crioulas e nativas, fundamento da defesa e da luta do Movimento Camponês Popular (MCP). Elas não são apenas sementes: são símbolos de soberania, de resistência e de futuro, carregando a pluralidade das Amazônias e a força dos povos que as cultivam.


Às vésperas da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), quando o olhar do mundo se volta para a Amazônia, é urgente refletir sobre quais ações podem, de fato, melhorar a vida nos territórios. São territórios atingidos pelos crimes climáticos resultantes das práticas convencionais do agronegócio e da expansão de grandes empreendimentos, que ameaçam diretamente a soberania e a segurança alimentar dos povos. Frente a isso, os movimentos sociais unificam suas lutas, denunciando um modelo que nega aos camponeses e camponesas os meios para produzir alimentos baratos e às periferias urbanas o direito a uma alimentação saudável e adequada.


O MCP participa da construção da Cúpula dos Povos, espaço que reúne movimentos sociais, povos indígenas, comunidades tradicionais, organizações camponesas e ambientais de toda a Pan-Amazônia e do mundo. Esse é um espaço de articulação e disputa de narrativas diante dos interesses globais que permeiam a pauta climática da COP30, onde os povos disputam o protagonismo da vida com soluções verdadeiras, denunciando as falsas soluções impostas pelo mercado. O MCP reafirma a centralidade da agricultura camponesa, da agroecologia e da soberania alimentar como caminhos reais para enfrentar as crises climáticas e garantir justiça social e ambiental.


Neste Dia da Amazônia, 5 de setembro, mais do que celebrar, é tempo de reafirmar a luta e a resistência. Qualquer construção política voltada para a Amazônia, ou sobre a Amazônia, precisa ser feita junto aos povos que nela vivem, reconhecendo sua diversidade, sua força e seu direito de decidir os rumos desse território.


Comunicação MCP Pará.

 
 
 

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