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Camponesas e camponeses contra a LGBTQIA+fobia



O dia 17 de maio demarca uma data de muita luta e resistência de pessoas que sofrem diariamente das mais diversas e perversas violências, que atravessam seus corpos, suas identidades, formas de amar e de viver.


Em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu oficialmente que a homossexualidade não é uma doença. No entanto, a transexualidade só foi retirada da categoria de transtornos mentais, em 2019. Estes marcos são conquistas importantes para toda a comunidade LGBTQIA+, mas não significam que as políticas públicas e a compreensão da sociedade sigam na mesma direção.


No Brasil, temos um dos piores contextos político e socioeconômico para esta população. A violência é um grave problema, que tem se acentuado a partir da propagação de discurso de ódio proferido pelo atual presidente da República. O discurso fascista do próprio governo coloca em risco a vida de qualquer pessoa que foge da norma de gênero.


Uma pesquisa divulgada pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), apontou que, em 2021, no ranking de mortes de pessoas LGBTQIA+, os homossexuais masculinos ocuparam o primeiro lugar, somando 51% dos casos. Seguindo nos tristes dados, travestis e transexuais (36,67%) e lésbicas (4%). A estimativa é do registro de 4 casos por dia de LGBTQIA+fobia, mas há subnotificação. Isso faz com que o Brasil siga liderando no terrível cenário de violências e morte contra a população.

Após anos dos desmontes das escassas políticas públicas específicas e dos direitos conquistados, temos, atualmente, uma operação institucional para dificultar o acesso e a propagação de narrativas ofensivas e excludentes. Somam-se a isso, a militarização excessiva, o aumento do uso de armas pela população brasileira e o empobrecimento do povo.


Todos estes fatores somados à precariedade da vida tem transformado a trajetória da população LGBTQIA+ em um longo percurso de resistência. Neste ano de 2022, é preciso dizer um basta ao conservadorismo, ao fascismo e ao ódio. Em nosso país não cabem Bolsonaro e nem a sua política de morte e destruição. No entanto, para que possamos efetivar o Bolsonaro nunca mais, é necessário que continuemos nossa luta histórica, participando efetivamente das próximas eleições, elegendo pessoas que tenham compromisso com a dignidade do povo e, principalmente, que possamos eleger quem nos representa porque vivencia a luta na pele.

É tempo de continuar as nossas formas de resistências, cujas estratégias nós bem sabemos. Porque é tempo também de dar respostas ao avanço do conservadorismo nas instituições de poder.


É tempo de esperançar!